14/04/2016

Terapia celular para esclerose sistêmica

Pesquisa realizada no Hospital das Clínicas da USP em Ribeirão Preto já beneficiou 74 pacientes usando células-tronco

Células-tronco: nova esperança para o tratamento de esclerose sistêmica

Uma pesquisa realizada no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto (SP), utilizou células-tronco da medula óssea para devolver movimentos a pacientes com esclerose sistêmica. A doença reumática é autoimune e compromete os movimentos dos dedos, das mãos e, em grau avançado, pode prejudicar o funcionamento de órgãos como coração e pulmão. Os resultados positivos do procedimento representam mais um passo na busca da cura para a enfermidade.

No estudo, 74 pacientes com esclerose sistêmica passaram pelo transplante de células-tronco e já observam melhoras nos sintomas, como a recuperação da força muscular e respiratória. Premiada pela Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea, a pesquisa da USP propõe reverter o quadro clínico dos casos de esclerose sistêmica em aguda, ou seja, que tenham respiração e frequência cardíaca comprometidas.

No tratamento também poderiam ser utilizadas células-tronco do sangue de cordão umbilical, que são adultas como as da medula óssea, mas ainda não foram expostas a medicamentos, poluição etc. De acordo com Maria Helena Nicola, coordenadora de Pesquisa e Desenvolvimento da Cryopraxis, quando comparadas a outras fontes, as células-tronco do cordão apresentam uma série de vantagens. “Entre elas, estão: a ausência de risco para o doador, uma vez que o método de coleta não é invasivo; disponibilidade imediata das células-tronco para o tratamento; as células são mais jovens, portanto possuem maior capacidade de proliferação e diferenciação; 100% compatíveis com o doador; células mais saudáveis, pois ainda não foram expostas a agentes externos como vírus e radiações e risco menor de transmissão de infecções”, destaca.

Veja a matéria do portal G1, na íntegra, neste link.