27/10/2016

Procedimento de alta complexidade pode evitar até amputações

Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) é pioneira no procedimento utilizando células-tronco da medula óssea do próprio paciente.

O Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) realizou de forma pioneira no Rio de Janeiro, um procedimento utilizando células-tronco da medula óssea do próprio paciente para tratar isquemia dos membros inferiores. A isquemia é consequência do entupimento das artérias. Essa obstrução impede a passagem do sangue, impedindo a oxigenação do local. No caso dos membros inferiores, se não for tratado, pode causar gangrena e necessitar de amputação.

Apesar de ser considerado de alta complexidade, o procedimento oferece mais chances de recuperação, uma vez que não há risco de rejeição.

Segundo o chefe da Cirurgia Vascular do HUCFF, Gaudêncio Espinosa, os efeitos da cirurgia começam de três a seis meses depois do procedimento, que tem baixo risco. “Não tem nem corte. Puncionamos a medula e injetamos as células-tronco nos membros inferiores, que proliferam e criam uma nova circulação, melhorando o problema da isquemia”, explica o médico.

Ainda de acordo com chefe do serviço, são poucos os lugares no mundo que realizam o procedimento. “Aprendi na Espanha e trouxe a técnica para cá. Os Estados Unidos e o Japão também realizam o tratamento”, ressalta ele, que é espanhol.

A paciente que passou pelo tratamento na unidade tem 75 anos e percebe a melhora. “De março a dezembro, sentia uma dor pesada nas pernas e precisava parar. Fui internada no dia 3 de dezembro de 2015. Me deram todo apoio que precisava e, em pequenas caminhadas, já sinto que estou melhorando”, conta Maria Valdeci Sales.