fbpx

O uso de células-tronco para tratamento de doenças não é mais uma aposta para ao futuro. É uma realidade”, afirma o dr. Alberto D’Áuria

Naquele ano, Matthew Farrow, um menino norte-americano de apenas cinco anos de idade, foi diagnosticado como portador da Anemia de Fanconi, doença genética hereditária rara que ocorre quando a medula óssea para de produzir um número suficiente de hemácias, leucócitos e plaquetas.

Matthew recebeu o transplante a partir do sangue de cordão umbilical de sua irmã recém-nascida. O material foi processado e congelado nos EUA e transportado até Paris, onde o transplante foi realizado.

Hoje Matthew tem 35 anos e tornou-se um embaixador do armazenamento e transplante do sangue de cordão umbilical no mundo.

“O uso de células-tronco para tratamento de doenças não é mais uma aposta para o futuro: é uma realidade”, afirma o Dr. Alberto d’Áuria, Diretor Médico da Cryopraxis. “Trinta anos depois do primeiro transplante, avançamos muito e temos pela frente um horizonte ainda maior e melhor de possibilidades”, comemora.

Segundo o Dr. Alberto d’Áuria, hoje, mais de 80 doenças podem ser tratadas com células-tronco do sangue de cordão umbilical.

“Temos hoje mais de 6 milhões de amostras armazenadas. Esse é um número bastante expressivo e que, levando em consideração o volume de pesquisas que avaliam o potencial terapêutico desse material, deverá ajudar muito na abertura de horizontes para tratamento de doenças que ainda não têm uma terapia”, explica.

“As células-tronco são a matéria prima da medicina regenerativa e de terapias que possuem o potencial para tratar uma lista enorme de doenças”, explica.

No ano passado a American Association of Blood Banks (AABB) – Associação Americana de Bancos de Sangue criou o Dia Mundial do Sangue do Cordão Umbilical com o objetivo de conscientizar pessoas do mundo inteiro com relação à importância de ter armazenado o sangue de cordão umbilical. Esse dia é o 15 de novembro.

“Hipócrates, o pai da medicina, tem uma frase muito atual: ‘Que seu remédio seja seu alimento, e que seu alimento seja seu remédio’. Quando a gente fala de célula-tronco, falamos de um recurso que a própria natureza nos propiciou e que muitas vezes jogamos no lixo”, afirma o Dr. Alberto d’Áuria. “Célula-tronco é história, e quem esquece a história, não valoriza a sua própria existência”.