13/06/2012

Cryopraxis foi a única empresa do Brasil no Simpósio Internacional de Sangue de Cordão Umbilical, em São Francisco, Califórnia.

Empresa pioneira e maior banco privado de Células-Tronco do Brasil, a Cryopraxis estará representada no 10° Simpósio Internacional de Células de Sangue de Cordão Umbilical, de 7 a 9 de junho, em São Francisco, EUA. Seu estudo sobre dados de produção – uma avaliação detalhada sobre o processamento de sangue de cordão umbilical foi selecionado para o evento, que é o mais importante no ramo, reunindo autoridades mundiais das comunidades médica e científica. Serão discutidos parâmetros globais para células tronco, estudos da medicina regenerativa e novas terapias celulares.

Representando a equipe técnica da Cryopraxis, estará presente a Doutora Janaína Machado, autora do estudo, que é uma importante base estatística do Brasil, visto que a empresa é pioneira e líder de mercado. Também participará do simpósio o Doutor Paul Sanberg, membro do conselho consultivo da Cryopraxis e vice-reitor da Universidade do Sul da Flórida. Sanberg vai dirigir o painel inicial de Medicina Regenerativa e Terapia Celular, junto com o doutor Kenneth Brayman, professor titular da Universidade da Virgínia.

O uso de Células-Tronco do sangue de cordão umbilical para tratar a diabetes tipo 1 será um dos tópicos abordados no encontro, pelo Doutor YongZhao, do Departamento de Medicina da Universidade de Illinois em Chicago. Trata-se do estudo mais recente sobre o tema, divulgado no dia 10 de janeiro deste ano pelo jornal online BMC Medicine.

O novo tratamento é chamado de “StemCellEducatorTherapy”. Isto porque Células-Tronco de cordão umbilical “reeducam” o sistema imunológico de células T, de forma que o pâncreas do paciente com diabetes tipo 1 comece a produzir insulina novamente. Com isso, consegue-se reduzir a quantidade de insulina que ele deve injetar ao longo dos anos para compensar a falha no metabolismo.

O transplante de célula hematopoética do sangue de cordão umbilical para possível cura da infecção pelo vírus HIV é outro tópico na pauta do simpósio. Quem vai falar a respeito é o próprio paciente, Timothy Ray Brown, que ficou conhecido como “Berlin patient” após ter se submetido ao tratamento com células tronco nos anos de 2007 e 2008, quando morava na capital da Alemanha.

Timothy Ray – que é americano e hoje vive na região de São Francisco – tinha leucemia mieloide aguda e era portador do vírus HIV. Recebeu dois transplantes de medula óssea para tratar a leucemia. Para a sua sorte, o doador fazia parte da população de 1% de caucasianos naturalmente resistentes ao vírus HIV por causa da falta da proteína CCR5, localizada na superfície das células imunológicas, as quais são utilizadas pelo vírus como porta de entrada no organismo.

Assim, Timothy Ray teve seu sistema imunológico substituído por outro resistente à infecção, e há quatro anos está aparentemente curado do vírus HIV. Desde então, o caso vem despertando interesse de cientistas, como uma possibilidade de cura da Aids por meio do transplante de Células-Tronco.