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Cryopraxis in Science – Edição 01

A Terapia com células-tronco para autismo é um tratamento que se encontra na fase de pesquisa clínica.

Nosso objetivo é explicar claramente as características da terapia com células-tronco do sangue do cordão umbilical e placentário para o tratamento do TEA (Transtorno do Espectro Autista).

Durante os anos de 1995 a 2007, a equipe da Dra. Joanne Kurtzberg, na Duke University, realizou mais de 100 transplantes de sangue do cordão umbilical em crianças com distúrbios metabólicos raros. Os resultados obtidos contribuiram para o avanço da medicina, uma vez que o uso das células do sangue do cordão umbilical e placentário podem significar uma alternativa viável para o tratamento destes pacientes. As melhorias cognitivas em pacientes com distúrbios metabólicos levaram à hipótese de que um tratamento similar poderia ajudar crianças com distúrbios do neurodesenvolvimento, como paralisia cerebral e autismo.

O tratamento consiste em infusões intravenosas de células mononucleares do sangue do cordão umbilical (MNC), porção celular onde estão presentes as células-tronco.

O sucesso da terapia com células-tronco na paralisia cerebral, inspirou a terapia com células-tronco para o tratamento do autismo. A porcentagem de crianças com autismo vem aumentando nos países desenvolvidos. Ao longo de uma década nos Estados Unidos, a prevalência do autismo passou de 1 em 125 para a estatística mais recente de 1 em 59 crianças.

O paciente com diagnóstico de autismo pode ser candidato à terapia com células-tronco, porque existem evidências de que alguns tipos de células-tronco, administradas por via intravenosa, podem melhorar a regulação geral do sistema imunológico e a conectividade neural no cérebro.

A equipe da Dra. Kurtzberg na Universidade de Duke lançou seu primeiro ensaio clínico de autismo em 2014, tratando crianças com o próprio sangue do cordão umbilical (NCT02176317). Os resultados publicados mostram melhorias significativas nas escalas de avaliações médicas.

A tabela abaixo é um resumo dos testes clínicos de células-tronco para o tratamento do autismo registrados no maior portal de registro de testes clínicos do mundo (clinicaltrials.gov) e testes usando MNC do cordão umbilical (abreviado como CB-MNC) ou MSC de tecido do cordão umbilical (abreviado UC-MSC).

Fonte: Everything parents should know about stem cell therapy for Autism. Disponível em: <https://parentsguidecordblood.org/en/news/everything-parents-should-know-about-stem-cell-therapy-autism >. Acessado em 01/07/2019.

 

BOLSA TETRAPARTIDA, JÁ CONHECE?

A Cryopraxis lançou uma nova bolsa de armazenamento de células-tronco do sangue do cordão umbilical e placentário com 4 compartimentos. Essa bolsa dará aos médicos a oportunidade de usar as células-tronco do sangue do cordão umbilical e placentário do bebê em até 4 oportunidades.

“Estamos entusiasmados em anunciar que com a nossa nova bolsa de múltiplos compartimentos, agora podemos oferecer aos pais a oportunidade de usar as células-tronco do sangue do cordão umbilical do bebê mais vezes. Mais uma vez a Cryopraxis sai na frente oferecendo aos seus clientes o que há de mais novo no mercado de criopreservação”, disse Janaína Machado, Diretora Técnica da Cryopraxis.

Segundo a comunidade médica internacional, estas células já são utilizadas no tratamento de cerca de 80 doenças. A nova bolsa de quatro compartimentos dará às famílias a opção de usar as células-tronco armazenadas para uma aplicação clínica e ainda manter parte destas para uso futuro.

O crescimento da terapia celular se expressa na nova Resolução da ANVISA que reconhece a possibilidade do armazenamento das células-tronco não só para o transplante convencional de medula óssea como também para terapias celulares futuras. Esse aumento no uso das células-tronco em diferentes doenças, pode ser acompanhado pelos registros de pesquisas no site do Ministério de Saúde Americano (www.clinicaltrials.gov)

Veja abaixo exemplos de usos em diferentes pesquisas clínicas utilizando células-tronco do sangue de cordão umbilical e placentário.

 

 

 

NOVA RDC. O QUE MUDOU?

De acordo com a Resolução da Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a RDC nº 214/2018, para o armazenamento das células-tronco do sangue do cordão umbilical e placentário não existe mais um limite mínimo de células. Este limite só se manteve para o uso em transplante convencional de medula óssea. Para as demais terapias em desenvolvimento, o número de células vai depender do tipo de tratamento. Outra novidade é que as células-tronco do sangue do cordão umbilical e placentário agora podem ser utilizadas para o próprio doador (autólogo) e/ou para uso alogênico aparentado desde que sejam compatíveis e autorizado pelos contratantes. Essa mudança pode aumentar as possibilidades de uso das células-tronco.