19/12/2014

Cryopraxis e os 25 anos da utilização de células-tronco de SCU

Por Eduardo Cruz*

 

Há 25 anos, o primeiro transplante de células-tronco do sangue de cordão umbilical foi relatado no mundo. O fato aconteceu em Paris, na França, onde uma criança de três anos portadora de anemia de Fanconi, deficiência na medula óssea que impede a produção de células sanguíneas normais podendo levar à leucemia, recebeu o primeiro transplante de células-tronco.

Ao longo dos anos, mais de 30 mil transplantes com sangue do cordão umbilical (SCU) já foram realizados para as mais diversas doenças. As células do SCU são utilizadas para todas as doenças hematológicas, como linfomas, mielomas e leucemias, da mesma forma que as células obtidas da medula óssea. O sangue do cordão umbilical também é fonte de células-tronco para ensaios clínicos que poderão vir a permitir usos terapêuticos para o tratamento doenças imunológicas como artrite reumatoide, esclerose múltipla e diabetes tipo 1; infarto; insuficiência cardíaca; insuficiência vascular periférica e acidentes vasculares cerebrais; doenças neurodegenerativas como o mal de Parkinson e o Alzheimer.

No Brasil, a Cryopraxis é o primeiro e maior banco de sangue de cordão umbilical privado. Nós já liberamos, desde a nossa criação, sete amostras de SCU para uso autólogo e alogênico aparentado. A liberação para uso aparentado ocorreu após a consulta e autorização da ANVISA. Este procedimento se fez necessário devido à natureza do Banco Privado (para utilização com fins autólogos). Estes materiais foram encaminhados a centros transplantadores nacionais e internacionais de renome.

Ao olhar para trás e analisar a evolução dos estudos clínicos e a expansão de sua utilização, observamos o quanto foi conquistado até aqui. Com a continuidade dos investimentos em recursos financeiros e humanos, a colaboração nacional e internacional na troca de informações e os avanços técnicos, é possível prever resultados ainda mais significativos para os próximos 25 anos.

*Eduardo Cruz é presidente do grupo Axis Biotec, que tem entre suas empresas a Cryopraxis, maior banco privado de células-tronco no Brasil.